Bem, quando o Vicente nasceu não sabia bem o que fazer. Encontrava-me exausta do parto, pois embora tivesse corrido bem, como entrei em TP por volta da 1h da manhã, o Vicente nasceu às 10.55 e depois nesse dia também não dormi pois tive visitas. Só mesmo à noite, a 1ª noite do meu filhote. Que não foi nada fácil, posso já dizer.
Primeiro de tudo, eu nunca tinha sido mãe, sabia o que lia, mas ler e pôr em prática, não é a mesma coisa.
E depois, cada bebé é um bebé. O que funciona com um não funciona com outro. Faltava também conhece-lo, para melhor poder identificar o tipo de choro, o que queria dizer.
A primeira noite, como disse, foi um pouco difícil pois eu e o meu marido estávamos cansados.
No que respeita ao leite, isso também foi um problema porque eu não tive subida de leite nessa altura. Conclusão: até alimentar o meu filho era um problema, posto isso, ele chorava com fome porque tadinho, a mãe não tinha leite suficiente para o alimentar :(
Quem mudou a primeira fralda, foi o meu marido. Vi pela primeira vez o mecónio, bem difícil de limpar, adianto-vos. Pastoso e peganhento.
A falta de saber, de prática e o cansaço, faziam de mim um burro a contemplar um palácio. Coisa tão linda e perfeita, como vou eu cuidar de ti?
Lá passou a primeira noite, as auxiliares eram amores,enfermeiras algumas delas eram simpáticas, outras nem tanto.
Pela manhã, era hora do primeiro banho da minha cria. Foi dado no lavatório(?!) Com água corrente, o meu filho chorou que se fartou, parecia estar a odiar aquilo. Eu própria achei um pouco violento.
Ensinaram-me como lhe dar banho, onde lavar, como lavar e como secar. Contudo, digo que nada melhor que a nossa própria mãe para nos ensinar essas coisas.
O meu menino continuava com fome, dormia, dormia e depois chorava, mamava uma hora a fio, e pouco ou nada saía. Era uma frustração. Mas lá não me queriam dar o leite de substituição para o alimentar.
Diziam que se eu decidi amamentar, tinha que levar essa tarefa até ao fim, então não queriam dar.
Mas, na segunda noite, a minha mãe ficou comigo, enquanto o meu marido foi dormir a casa.
O meu filho fartava-se de chorar. A fralda estava limpa, não pareciam ser cólicas. Ele ficava amarrado à mamã o tempo todo. O que pensámos : tem fome. Pedimos novamente a uma enfermeira por favor, para dar um biberão de leite. Ela não acedeu, pedimos a uma auxiliar, que às escondidas trouxe! O meu filho mamou cheio de fome e pimba, adormeceu refastelado por umas horas.
O que nos permitiu descansar, deixando-me cada vez mais convencida que tinha sio fome.
O dia passou, eu já estava mais calma, com mais força, já tinha algumas horas de sono. Já me sentia mais mãe! Já dispunha de forças para amar o meu filho, para o olhar com todo amor que sinto por ele.
Recebi as visitas e correu tudo bem, depois chegou a noite e foi outro tormento. Porque novamente, não me queriam dar o leite...Enfim, não sei o que lhes passava pela cabeça, eu já estava a ficar possuída!! Foi mais uma noite difícil, em que o meu filho teve fome e por teimosia das enfermeiras não me deram leite de fórmula para o alimentar.
Pela manhã do dia seguinte, pedi novamente à auxiliar um biberãozinho de leite. Ela atenciosa, tão querida, foi buscar um às escondidas para eu dar ao meu filho. Escusado será dizer, que o meu filho tinha fome e tomou o leite.
Chegou a hora de começar a preparar as coisas para ter alta. Eu fui vista pelos médicos, por causa dos pontos e disseram que estava tudo bem, não cheirava mal ( se cheirasse era sinal de infeção) - O que acontece é que nos recomendavam cada vez que fossemos à casa de banho, para nos lavarmos, logo não poderia cheirar mal.
Ao fim do dia, o meu bebé teve alta também e felizes da vida, fomos para casa. A casa dos meus pais neste caso, que foi onde fiquei nos primeiros dois meses após o seu nascimento.
Portanto, o Vicente nasceu no dia 7 de Setembro, Sábado e no dia 9 se não estou em erro, tivemos alta.
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