sexta-feira, 24 de maio de 2013

Já em casa.

Chegamos no fim da tarde, estavam os meus pais, irmã, cunhado, avó e os meus sogros.
Tudo o que eu menos queria era algazarra e confusão. Queria paz, sossego. Queria poder lentamente e com muita calma adaptar-me ao meu filho, afinal de contas só o conhecia há três dias.
Mas o meu pai, com a felicidade que sentia, fez uma jantarada, que foi sinónimo de agitação, de falar alto, gargalhadas, risadas. Não era isso que eu queria, não me entendam mal. Mas eu realmente queria estar no meu canto e nesse momento arrependi-me de ter vindo para casa da minha mãe.
Eu ainda não sabia ser mãe, precisava de tempo para aprender, não é?
Ao ter o meu filho a dormir a meu lado, na alcofa, cada som que ele fazia, olhem nem sei, eu mal dormia! Isto é, nos poucos momentos que eu podia dormir, que era quando ele dormia também, eu não conseguia descansar com medo que lhe acontecesse alguma coisa.
Não me tinham dito que os recém nascidos fazem tantos barulhinhos estranhos :)
A cada vez que ele fazia barulho o meu coração disparava. Tanta coisa se ouve falar no inicio da vida do bebé, que eu estava alerta a 200%, Alerta demais, só me fazia mal estar assim.
O meu filhote tinha os sonos trocados, pelo que, dormia de dia, que nem uma pedra e de noite fazia festarola. Chegávamos a ficar acordados entre uma mamada e outra, ou seja 6h horas seguidas. Eu caía de sono.
Felizmente, a minha mãe ajudou-me imenso, até porque, devido aos pontos, eu tinha muitas dores para pegar no meu filho, mudar a fralda e dar o leite. Até o banho ela dava, eu para além de ter muitas dores, tinha medo de lhe dar banho.
Nas nossas horas de desespero, em que já tínhamos feito turnos e mais turnos e ele não dormia, a minha mãe vinha sentar-se no nosso quarto, num cadeirão grande e pegava nele para que pudéssemos dormir. O bebé acabava também, depois por adormecer. O que me dava alguma frustração, porque eu achava que estava a fazer alguma coisa de errado, porque comigo ele não dormia.
Os dias foram passando, um atrás do outro, parecia que a 200km, porque para mim o tempo voou.
Ele depressa cresceu e ganhou peso.
Já não precisávamos da ajuda da minha mãe, já conseguíamos cuidar do nosso filhote sozinhos e aguentar as noites que ele nos dava. Claro que, nem sempre era fácil, mas sentia que já estava finalmente a tomar rédeas da situação.
Passaram-se dois meses e finalmente decidimos regressar a nossa casa, sentíamo-nos capazes!
Lá fomos nós os três mais a nossa cadelinha para o lar doce lar.
As coisas não melhoraram :P

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