sexta-feira, 24 de maio de 2013

O parto.

No dia 6 de Setembro senti a necessidade de me aprontar para o parto, até porque quando entrasse em TP, não iria estar com paciência para fazer a depilação nas pernas e afins, porque é uma coisa que requer paciência devido à falta de visibilidade eheh
Assim, nessa tarde, sentei-me num banquinho, com os pés numa bacia cheia de água, munida dos produtos depilatórios, e deitei mãos à obra.
Sentia-me bem, sem dores, sem moinhas, sem barriga dura para além daquilo que considerava habitual naquela fase da gravidez.
Jantei bem, tudo normal, sem novidade, sem ideia do que aí vinha :)
Como era habitual, deitei-me tarde. O desconforto a dormir, a falta de posição, o calor, as dores nos ossos, as idas incessantes à casa de banho, não convidavam propriamente a um sono reparador.
Assim, deitei-me por volta da 1h da manhã, na minha caminha, muito descansada.
Estava a tentar adormecer, mas sentia umas moinhas pequeninas na barriga, mesmo muito ligeiras, mas estavam lá. Depois, senti um "ploc" dentro da minha barriga. Eu sei, eu sei, "um ploc? o que é um ploc?" - Epah foi como se existisse na minha barriga uma bolhinha que rebentou.
E é o que foi na verdade, portanto essa metáfora até esta muito bem feita eheh
Depois desse ploc dentro da minha barriga, senti um esguicho de liquido nas cuecas, pensei, "mijei-me!" Mas fui ver e não cheirava a xixi nem a corrimento. Resolvi ir à casa de banho já com a desconfiança de que seria liquido amniótico.
Mal me sentei na sanita, saiu logo uma lufada de liquido e aí percebi que tinha entrado em TP, mesmo assim, fui pedir a confirmação à minha querida mãe. Como se de confirmação precisasse para algo tão óbvio.
Lá fomos nós, na madrugada do dia 7 de Setembro, para o Hospital de Braga. A viagem foi muito calma, eu não tinha dores nenhumas, ia feliz, sem pressa. Com pensamento positivo, ia tudo correr bem!
Chegamos ao hospital, o obstetra de serviço confirmou a rutura parcial da bolsa. Ai que feliz que fiquei, finalmente ia conhecer o meu filho. Era um misto de felicidade e medo, pois a partir do momento que ele nascesse a minha vida jamais seria a mesma. " Life has we know it"- Esqueçam isso eheh
Então, segui para o internamento, fui a pé, sem cadeira de rodas. Antes disso aproveitamos para tirar uma fotografia os dois, antes de iniciarmos a aventura que é o parto.
Quando cheguei ao quarto, mandaram me vestir uma bata, puseram o ctg a funcionar e aí começou a tortura. Nunca sentira dores tão fortes na vida, eram horríveis. Imagino que partir 10 ossos do nosso corpo, não chegue aos pés daquelas dores.
Eu gemia, cerrava os dentes, amarrava-me aos ferros da cama e quando a enfermeira me fazia o toque, eu trepava pela cama acima e gritava para ela parar. Foi de fato muito dolorosa essa parte.
Lá alcancei os 3 cm necessários para levar a epidural. ( bem haja o criador desta maravilha porque foi fantástico!)
Fui então por volta, das 6h da manhã para a sala de partos, levar a epidural, senti-me tão bem, tão relaxada. O marido até aproveitou e passou pelas brasas e eu quase que adormecia. Apenas sentia a pressão, o que não era nada comparado àquelas dores de bater com a cabeça na parede.
Por volta das 10h, já tinha levado 2 reforços da epidural, e já estava com 8 cm de dilatação. A equipa começou a preparar as coisas para o parto. Ai aí então é que fiquei ansiosa eheh Depressa alcancei os 10cm - "Quando sentires vontade de puxar vai puxando!"
Está bem está...a vergonha de fazer cócó em plena sala de parto era tão grande que não puxava com jeito! O parteiro ralhou comigo, lá confessei o meu receio, a minha vergonha. Mas ele foi excelente e pôs-me a vontade, e o que tivesse de ser era! ( e foi)
Comecei a puxar à séria e o meu filhote começou a nascer. Vinha com o cordão a volta do pescoço, fui cortada para ele nascer rapidamente.
E apesar de ter sentido a dor do corte, sei que era o que tinha de ter sido feito, pois o meu filhote estava em sofrimento e foi um alivio senti-lo sair.
A seguir seguiram-se os procedimentos normais, de limpar e vestir o bebé, contudo o Vicente não respirou mal nasceu, pelo que, estiveram ainda de volta dele.
Foram segundos de dor, de sofrimento, ao ver que o meu filho não chorava! Mas depois de muita volta e sapatada lá gritou e a partir daí, meus amigos, nunca mais parou!!
Fui cozida ( doeu), tiraram os restos da placenta, enfim, essas coisas que têm de ser feitas.
Depois finalmente, eu e a minha cria pudemos estar juntas, fomos levados para o quarto.
O ser mais perfeito do mundo, nasceu com 3.330, 49cm às 10.55 da manhã do dia 7 de Setembro de 2012.
Exausta, mas FELIZ!

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