Cada dia que passo neste planeta, mais me surpreendo com a capacidade que o ser humano tem em ser cruel para com os seus pares, e neste caso, seus filhos indefesos.
Mais uma noticia macabra : bebé encontrado num cano de esgoto na China? Vivo?
Eu sei que os casais na China têm um número limitado de filhos, mas mesmo assim, nada justifica um ato horrendo, hediondo assim. Olhem nestes casos aconselhava o aborto! Então trazer uma criança ao mundo para a meter num cano de esgoto? O sofrimento daquele bebé eu não consigo nem imaginar. Vi as imagens na televisão e deu-me vontade de chorar. É revoltante ver um ser indefeso naquelas condições.
Como se isso não chegasse, anda a circular no youtube um vídeo de uma mulher, supõem-se que seja a mãe da criança, um bebe com não mais de 10 meses, a agredi-lo violentamente. Deu-lhe mesmo um enxerto de porrada. Estalos, beliscos, bater com coisas na cabeça dele com muita força, enfim, não vi o vídeo até ao fim. Mas o que vi, deixou-me nauseada. Como é possível fazer aquilo a um bebé, um ser indefeso? O Homem está a ficar cada vez mais HORRIVEL!
quinta-feira, 30 de maio de 2013
domingo, 26 de maio de 2013
Adoção por casais gays
Sei que dá pano para mangas este tema, mas não posso deixar de dar a minha humilde opinião, que, como todas as outras vale o que vale. Fica portanto à vossa consideração :)
Cresci num mundo em que me foram incutidas certas ideologias que não correspondem em alguns casos e cada vez mais, à realidade.
O pai e a mãe casam e são felizes para sempre ( não se agridem, não se insultam, não se separam).
Os pais estimam os filhos, amam-nos, educam-nos, protegem-nos ( não violam, não matam, não negligenciam, não deixam que nada lhes falte).
As mães que engravidam, ficam felizes com a sua gravidez e criam o seu filho com tudo do que melhor houver.( não os abandonam, não os metem em sacos do lixo, não os matam à nascença, não os abortam por dá cá aquela palha).
Considerando esta análise que aqui fiz, por muito que quiséssemos que as coisas fossem diferentes, que correspondessem àquilo que nos disseram quando eramos pequenos, a realidade é só uma : isso é só uma miragem em muitos casos que presenciamos no dia a dia.
Como tal e considerando a veracidade destes fatos, creio que as pessoas e o mundo em si, se deve adaptar e saber dar resposta às necessidades flagrantes das crianças que são postas em orfanatos ou que andam que nem passarinhos sem poiso, de família de acolhimento em família de acolhimento.
Digo que, uma criança adotada por um casal homossexual foi feita por um casal heterossexual que a entregou a um orfanato ou que a abandonou num caixote do lixo ou num hospital.
Por isto que aqui expresso, respeitando contudo as outras opiniões ( desde que respeitem a minha), sou a favor da adoção por parte de casais homossexuais.
E para os que creem que, baseados na religião, que a homossexualidade é contra natura eu digo: se Deus não quisesse que existissem homossexuais, não atribuía essa particularidade a algumas pessoas ou possibilidade de escolha.
Cresci num mundo em que me foram incutidas certas ideologias que não correspondem em alguns casos e cada vez mais, à realidade.
O pai e a mãe casam e são felizes para sempre ( não se agridem, não se insultam, não se separam).
Os pais estimam os filhos, amam-nos, educam-nos, protegem-nos ( não violam, não matam, não negligenciam, não deixam que nada lhes falte).
As mães que engravidam, ficam felizes com a sua gravidez e criam o seu filho com tudo do que melhor houver.( não os abandonam, não os metem em sacos do lixo, não os matam à nascença, não os abortam por dá cá aquela palha).
Considerando esta análise que aqui fiz, por muito que quiséssemos que as coisas fossem diferentes, que correspondessem àquilo que nos disseram quando eramos pequenos, a realidade é só uma : isso é só uma miragem em muitos casos que presenciamos no dia a dia.
Como tal e considerando a veracidade destes fatos, creio que as pessoas e o mundo em si, se deve adaptar e saber dar resposta às necessidades flagrantes das crianças que são postas em orfanatos ou que andam que nem passarinhos sem poiso, de família de acolhimento em família de acolhimento.
Digo que, uma criança adotada por um casal homossexual foi feita por um casal heterossexual que a entregou a um orfanato ou que a abandonou num caixote do lixo ou num hospital.
Por isto que aqui expresso, respeitando contudo as outras opiniões ( desde que respeitem a minha), sou a favor da adoção por parte de casais homossexuais.
E para os que creem que, baseados na religião, que a homossexualidade é contra natura eu digo: se Deus não quisesse que existissem homossexuais, não atribuía essa particularidade a algumas pessoas ou possibilidade de escolha.
sábado, 25 de maio de 2013
Como são os dias de hoje com o Vicente.
Hoje o Vicente tem quase 9 meses, é um bebé saudável e divertido. Já tem 3 dentinhos, aliás um deles rompeu tem poucos dias. Há quem não acredite que os dentes dão febre, eu acredito. Pelo menos o meu filho ganha febre.
Cheguei a ir às urgências com ele, porque já tinha febre há mais de 3 dias, mas disseram o que eu já esperava, que estava tudo bem. Ah e que os dentes não dão febre.
A nível de alimentação o meu filho tem dias, ora come muito bem, ora é um problema de todo o tamanho.
Papa come razoavelmente bem, mas tem de ser Cerelac, a sopa, eu não vario muito os ingredientes porque eu já sei do que ele gosta e se eu fizer diferente ele estranha e não gosta.
Iogurtes come bastante bem, já o leite adaptado, só posso dizer que ainda bem que só o toma à noite, porque quando era só leite, era um problema para o alimentar. Mesmo! Mudei de marcas de leite, de biberão, fiz tudo o que podia e nada. Ele simplesmente não gostava.
Por curiosidade no outro dia tentei dar umas colherinhas de leite de vaca e ele gostou. Eu sei que ele não é alérgico à proteína do leite de vaca, porque ocasionalmente come um ou outro iogurte normal.
A nível de sono, bem, já foi pior! Adormeço-o por volta das 22h e ele acorda a meio da noite, por volta das 4 horas para pedir leite, isto se já tiver tomado um biberão na hora de ir dormir.
Mas, há noites em que é terrível para adormecer, ou por outra, adormece bem e depois acorda a meio da noite a querer pagode. Que foi o caso desta noite, eram 3h da manhã e ele acordou, ficou assim até às 5h. Por vezes pode tornar-se desesperante, especialmente se te deitaste à 1h da manhã.
Cheguei a ir às urgências com ele, porque já tinha febre há mais de 3 dias, mas disseram o que eu já esperava, que estava tudo bem. Ah e que os dentes não dão febre.
A nível de alimentação o meu filho tem dias, ora come muito bem, ora é um problema de todo o tamanho.
Papa come razoavelmente bem, mas tem de ser Cerelac, a sopa, eu não vario muito os ingredientes porque eu já sei do que ele gosta e se eu fizer diferente ele estranha e não gosta.
Iogurtes come bastante bem, já o leite adaptado, só posso dizer que ainda bem que só o toma à noite, porque quando era só leite, era um problema para o alimentar. Mesmo! Mudei de marcas de leite, de biberão, fiz tudo o que podia e nada. Ele simplesmente não gostava.
Por curiosidade no outro dia tentei dar umas colherinhas de leite de vaca e ele gostou. Eu sei que ele não é alérgico à proteína do leite de vaca, porque ocasionalmente come um ou outro iogurte normal.
A nível de sono, bem, já foi pior! Adormeço-o por volta das 22h e ele acorda a meio da noite, por volta das 4 horas para pedir leite, isto se já tiver tomado um biberão na hora de ir dormir.
Mas, há noites em que é terrível para adormecer, ou por outra, adormece bem e depois acorda a meio da noite a querer pagode. Que foi o caso desta noite, eram 3h da manhã e ele acordou, ficou assim até às 5h. Por vezes pode tornar-se desesperante, especialmente se te deitaste à 1h da manhã.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Passada a fase do recém nascido!
No mês seguinte, o Vicente adormecia sempre por volta das 5h da manhã, todos os dias. Andávamos com palitos a segurar os olhos de tão cansados que andávamos, com os sonos trocados.
Mas apesar de tudo, sentíamo-nos bem pois estávamos a cuidar do nosso filho e a dar o nosso melhor enquanto pais.
Por vezes era desesperante, mas segundo relatos que ouço e leio no fórum , o meu filho não foi dos piores recém nascidos...Há piores! Por isso dou graças a Deus pelo que tenho:)
Sempre ouvi falar que o bebé tinha de ter rotinas. Quais rotinas? Com um bebé de 3 ou 4 meses é impossível ter rotinas, pelo menos com este bebé. Era tudo conforme ele deixava. O leite, o banho, a sesta. Rotina não era uma palavra ouvida cá por casa. Se a palavra "desrotina" existisse, seria essa a mais verbalizada eheh
Então, outra questão que me preocupava imenso era o fato de ele não fazer cócó como eu ouvia dizer que os outros bebés faziam. Embora uns mais outros menos.
Dei por mim e pelo meu marido a discutir os cócós do nosso filho, creio que todos nós pais passamos por uma fase assim não é? " Como foi o cócó? Foi muito duro? era às bolinhas e preto? "
Seria uma das frases que foi utilizada, entre outras.
Usava bebegel, antes disso tentei o termómetro, tentei a cânula do bebegel, mas nada. Só mesmo esse pequeno clister funcionava.
Por fim descobri a glicerina liquida, que é uma opção mais em conta, mais natural e com o mesmo efeito do bebegel. Ainda hoje se o Vicente demora para fazer cócó, e sob pena de passar mal a noite devido ao desconforto, uso a glicerina.
E o desenvolvimento do bebé? Lemos tanto e por isso ficamos na expetativa de ver o que o nosso bebé vai fazer a seguir. E se o bebé não faz aquilo que esperamos, pensamos que pode haver algo de errado com ele, porque o bebé da vizinha já faz!
Mas apesar de tudo, sentíamo-nos bem pois estávamos a cuidar do nosso filho e a dar o nosso melhor enquanto pais.
Por vezes era desesperante, mas segundo relatos que ouço e leio no fórum , o meu filho não foi dos piores recém nascidos...Há piores! Por isso dou graças a Deus pelo que tenho:)
Sempre ouvi falar que o bebé tinha de ter rotinas. Quais rotinas? Com um bebé de 3 ou 4 meses é impossível ter rotinas, pelo menos com este bebé. Era tudo conforme ele deixava. O leite, o banho, a sesta. Rotina não era uma palavra ouvida cá por casa. Se a palavra "desrotina" existisse, seria essa a mais verbalizada eheh
Então, outra questão que me preocupava imenso era o fato de ele não fazer cócó como eu ouvia dizer que os outros bebés faziam. Embora uns mais outros menos.
Dei por mim e pelo meu marido a discutir os cócós do nosso filho, creio que todos nós pais passamos por uma fase assim não é? " Como foi o cócó? Foi muito duro? era às bolinhas e preto? "
Seria uma das frases que foi utilizada, entre outras.
Usava bebegel, antes disso tentei o termómetro, tentei a cânula do bebegel, mas nada. Só mesmo esse pequeno clister funcionava.
Por fim descobri a glicerina liquida, que é uma opção mais em conta, mais natural e com o mesmo efeito do bebegel. Ainda hoje se o Vicente demora para fazer cócó, e sob pena de passar mal a noite devido ao desconforto, uso a glicerina.
E o desenvolvimento do bebé? Lemos tanto e por isso ficamos na expetativa de ver o que o nosso bebé vai fazer a seguir. E se o bebé não faz aquilo que esperamos, pensamos que pode haver algo de errado com ele, porque o bebé da vizinha já faz!
Já em casa.
Chegamos no fim da tarde, estavam os meus pais, irmã, cunhado, avó e os meus sogros.
Tudo o que eu menos queria era algazarra e confusão. Queria paz, sossego. Queria poder lentamente e com muita calma adaptar-me ao meu filho, afinal de contas só o conhecia há três dias.
Mas o meu pai, com a felicidade que sentia, fez uma jantarada, que foi sinónimo de agitação, de falar alto, gargalhadas, risadas. Não era isso que eu queria, não me entendam mal. Mas eu realmente queria estar no meu canto e nesse momento arrependi-me de ter vindo para casa da minha mãe.
Eu ainda não sabia ser mãe, precisava de tempo para aprender, não é?
Ao ter o meu filho a dormir a meu lado, na alcofa, cada som que ele fazia, olhem nem sei, eu mal dormia! Isto é, nos poucos momentos que eu podia dormir, que era quando ele dormia também, eu não conseguia descansar com medo que lhe acontecesse alguma coisa.
Não me tinham dito que os recém nascidos fazem tantos barulhinhos estranhos :)
A cada vez que ele fazia barulho o meu coração disparava. Tanta coisa se ouve falar no inicio da vida do bebé, que eu estava alerta a 200%, Alerta demais, só me fazia mal estar assim.
O meu filhote tinha os sonos trocados, pelo que, dormia de dia, que nem uma pedra e de noite fazia festarola. Chegávamos a ficar acordados entre uma mamada e outra, ou seja 6h horas seguidas. Eu caía de sono.
Felizmente, a minha mãe ajudou-me imenso, até porque, devido aos pontos, eu tinha muitas dores para pegar no meu filho, mudar a fralda e dar o leite. Até o banho ela dava, eu para além de ter muitas dores, tinha medo de lhe dar banho.
Nas nossas horas de desespero, em que já tínhamos feito turnos e mais turnos e ele não dormia, a minha mãe vinha sentar-se no nosso quarto, num cadeirão grande e pegava nele para que pudéssemos dormir. O bebé acabava também, depois por adormecer. O que me dava alguma frustração, porque eu achava que estava a fazer alguma coisa de errado, porque comigo ele não dormia.
Os dias foram passando, um atrás do outro, parecia que a 200km, porque para mim o tempo voou.
Ele depressa cresceu e ganhou peso.
Já não precisávamos da ajuda da minha mãe, já conseguíamos cuidar do nosso filhote sozinhos e aguentar as noites que ele nos dava. Claro que, nem sempre era fácil, mas sentia que já estava finalmente a tomar rédeas da situação.
Passaram-se dois meses e finalmente decidimos regressar a nossa casa, sentíamo-nos capazes!
Lá fomos nós os três mais a nossa cadelinha para o lar doce lar.
As coisas não melhoraram :P
Tudo o que eu menos queria era algazarra e confusão. Queria paz, sossego. Queria poder lentamente e com muita calma adaptar-me ao meu filho, afinal de contas só o conhecia há três dias.
Mas o meu pai, com a felicidade que sentia, fez uma jantarada, que foi sinónimo de agitação, de falar alto, gargalhadas, risadas. Não era isso que eu queria, não me entendam mal. Mas eu realmente queria estar no meu canto e nesse momento arrependi-me de ter vindo para casa da minha mãe.
Eu ainda não sabia ser mãe, precisava de tempo para aprender, não é?
Ao ter o meu filho a dormir a meu lado, na alcofa, cada som que ele fazia, olhem nem sei, eu mal dormia! Isto é, nos poucos momentos que eu podia dormir, que era quando ele dormia também, eu não conseguia descansar com medo que lhe acontecesse alguma coisa.
Não me tinham dito que os recém nascidos fazem tantos barulhinhos estranhos :)
A cada vez que ele fazia barulho o meu coração disparava. Tanta coisa se ouve falar no inicio da vida do bebé, que eu estava alerta a 200%, Alerta demais, só me fazia mal estar assim.
O meu filhote tinha os sonos trocados, pelo que, dormia de dia, que nem uma pedra e de noite fazia festarola. Chegávamos a ficar acordados entre uma mamada e outra, ou seja 6h horas seguidas. Eu caía de sono.
Felizmente, a minha mãe ajudou-me imenso, até porque, devido aos pontos, eu tinha muitas dores para pegar no meu filho, mudar a fralda e dar o leite. Até o banho ela dava, eu para além de ter muitas dores, tinha medo de lhe dar banho.
Nas nossas horas de desespero, em que já tínhamos feito turnos e mais turnos e ele não dormia, a minha mãe vinha sentar-se no nosso quarto, num cadeirão grande e pegava nele para que pudéssemos dormir. O bebé acabava também, depois por adormecer. O que me dava alguma frustração, porque eu achava que estava a fazer alguma coisa de errado, porque comigo ele não dormia.
Os dias foram passando, um atrás do outro, parecia que a 200km, porque para mim o tempo voou.
Ele depressa cresceu e ganhou peso.
Já não precisávamos da ajuda da minha mãe, já conseguíamos cuidar do nosso filhote sozinhos e aguentar as noites que ele nos dava. Claro que, nem sempre era fácil, mas sentia que já estava finalmente a tomar rédeas da situação.
Passaram-se dois meses e finalmente decidimos regressar a nossa casa, sentíamo-nos capazes!
Lá fomos nós os três mais a nossa cadelinha para o lar doce lar.
As coisas não melhoraram :P
Os pontos.
Como disse no relato do meu parto, fui cortada. Portanto tive de levar pontos.
Para mim, o pior do meu parto foi mesmo isso, os pontos. Porque é algo extremamente doloroso ainda que necessário.
Então, conforme disse, deram-me alta do hospital por estar tudo bem comigo e com o meu bebé.
A realidade é que comigo, não estava.
Nos dias seguintes, mover-me, andar, virar-me na cama, era algo tortuoso, mesmo! As lágrimas caiam pelo meu rosto conforme tentava andar. Nunca me imaginava a passar por algo assim.
A minha mãe coitada, ficava de rastos por me ver assim. Eu achava que estava a fazer tudo bem, afinal de contas estava a seguir as recomendações que me deram no hospital. Lavar-me sempre que fosse à casa de banho. Ora isso fez com que os meus pontos não secassem, ficando sempre moles e então nada cicatrizava. Eu pedia à minha mãe para ir lá ver e com um espelho também procurava ver o aspeto daquilo. Ela disse-me uma vez que cheirava mal, mas, como no hospital supostamente estava tudo bem, eu ignorei, dizendo o mesmo que me disseram a mim.
Os pontos deviam ter caído 5 dias após o parto, e por essa hora nenhum tinha caído. Estava tudo com mau aspeto e eu ainda cheia de dores.
Resolvi ir às urgências, a conselho da minha obstetra, bendita hora em que fui. Pois eu tinha uma infeção no útero!
A médica perguntou se eu não tinha febre e me sentia mal. Bem, eu febre não media, mas sentia muito calor por vezes e cansaço extremo. Pensava que era normal, mas na verdade, não era e chegou a ser perigoso.
Receitou-me um antibiótico e disse para me lavar somente de manhã e à noite e desinfetar com betadine. Foi remédio santo, senti logo a diferença e em poucos dias os pontos estavam secos e tudo estava cicatrizado.
Com isto quero dizer, que devemos seguir os nossos instintos e se sentimos que algo está mal, devemos confiar em nós próprias, mesmo que todos nos digam que tudo está bem!
Para mim, o pior do meu parto foi mesmo isso, os pontos. Porque é algo extremamente doloroso ainda que necessário.
Então, conforme disse, deram-me alta do hospital por estar tudo bem comigo e com o meu bebé.
A realidade é que comigo, não estava.
Nos dias seguintes, mover-me, andar, virar-me na cama, era algo tortuoso, mesmo! As lágrimas caiam pelo meu rosto conforme tentava andar. Nunca me imaginava a passar por algo assim.
A minha mãe coitada, ficava de rastos por me ver assim. Eu achava que estava a fazer tudo bem, afinal de contas estava a seguir as recomendações que me deram no hospital. Lavar-me sempre que fosse à casa de banho. Ora isso fez com que os meus pontos não secassem, ficando sempre moles e então nada cicatrizava. Eu pedia à minha mãe para ir lá ver e com um espelho também procurava ver o aspeto daquilo. Ela disse-me uma vez que cheirava mal, mas, como no hospital supostamente estava tudo bem, eu ignorei, dizendo o mesmo que me disseram a mim.
Os pontos deviam ter caído 5 dias após o parto, e por essa hora nenhum tinha caído. Estava tudo com mau aspeto e eu ainda cheia de dores.
Resolvi ir às urgências, a conselho da minha obstetra, bendita hora em que fui. Pois eu tinha uma infeção no útero!
A médica perguntou se eu não tinha febre e me sentia mal. Bem, eu febre não media, mas sentia muito calor por vezes e cansaço extremo. Pensava que era normal, mas na verdade, não era e chegou a ser perigoso.
Receitou-me um antibiótico e disse para me lavar somente de manhã e à noite e desinfetar com betadine. Foi remédio santo, senti logo a diferença e em poucos dias os pontos estavam secos e tudo estava cicatrizado.
Com isto quero dizer, que devemos seguir os nossos instintos e se sentimos que algo está mal, devemos confiar em nós próprias, mesmo que todos nos digam que tudo está bem!
No hospital, depois do nascimento.
Bem, quando o Vicente nasceu não sabia bem o que fazer. Encontrava-me exausta do parto, pois embora tivesse corrido bem, como entrei em TP por volta da 1h da manhã, o Vicente nasceu às 10.55 e depois nesse dia também não dormi pois tive visitas. Só mesmo à noite, a 1ª noite do meu filhote. Que não foi nada fácil, posso já dizer.
Primeiro de tudo, eu nunca tinha sido mãe, sabia o que lia, mas ler e pôr em prática, não é a mesma coisa.
E depois, cada bebé é um bebé. O que funciona com um não funciona com outro. Faltava também conhece-lo, para melhor poder identificar o tipo de choro, o que queria dizer.
A primeira noite, como disse, foi um pouco difícil pois eu e o meu marido estávamos cansados.
No que respeita ao leite, isso também foi um problema porque eu não tive subida de leite nessa altura. Conclusão: até alimentar o meu filho era um problema, posto isso, ele chorava com fome porque tadinho, a mãe não tinha leite suficiente para o alimentar :(
Quem mudou a primeira fralda, foi o meu marido. Vi pela primeira vez o mecónio, bem difícil de limpar, adianto-vos. Pastoso e peganhento.
A falta de saber, de prática e o cansaço, faziam de mim um burro a contemplar um palácio. Coisa tão linda e perfeita, como vou eu cuidar de ti?
Lá passou a primeira noite, as auxiliares eram amores,enfermeiras algumas delas eram simpáticas, outras nem tanto.
Pela manhã, era hora do primeiro banho da minha cria. Foi dado no lavatório(?!) Com água corrente, o meu filho chorou que se fartou, parecia estar a odiar aquilo. Eu própria achei um pouco violento.
Ensinaram-me como lhe dar banho, onde lavar, como lavar e como secar. Contudo, digo que nada melhor que a nossa própria mãe para nos ensinar essas coisas.
O meu menino continuava com fome, dormia, dormia e depois chorava, mamava uma hora a fio, e pouco ou nada saía. Era uma frustração. Mas lá não me queriam dar o leite de substituição para o alimentar.
Diziam que se eu decidi amamentar, tinha que levar essa tarefa até ao fim, então não queriam dar.
Mas, na segunda noite, a minha mãe ficou comigo, enquanto o meu marido foi dormir a casa.
O meu filho fartava-se de chorar. A fralda estava limpa, não pareciam ser cólicas. Ele ficava amarrado à mamã o tempo todo. O que pensámos : tem fome. Pedimos novamente a uma enfermeira por favor, para dar um biberão de leite. Ela não acedeu, pedimos a uma auxiliar, que às escondidas trouxe! O meu filho mamou cheio de fome e pimba, adormeceu refastelado por umas horas.
O que nos permitiu descansar, deixando-me cada vez mais convencida que tinha sio fome.
O dia passou, eu já estava mais calma, com mais força, já tinha algumas horas de sono. Já me sentia mais mãe! Já dispunha de forças para amar o meu filho, para o olhar com todo amor que sinto por ele.
Recebi as visitas e correu tudo bem, depois chegou a noite e foi outro tormento. Porque novamente, não me queriam dar o leite...Enfim, não sei o que lhes passava pela cabeça, eu já estava a ficar possuída!! Foi mais uma noite difícil, em que o meu filho teve fome e por teimosia das enfermeiras não me deram leite de fórmula para o alimentar.
Pela manhã do dia seguinte, pedi novamente à auxiliar um biberãozinho de leite. Ela atenciosa, tão querida, foi buscar um às escondidas para eu dar ao meu filho. Escusado será dizer, que o meu filho tinha fome e tomou o leite.
Chegou a hora de começar a preparar as coisas para ter alta. Eu fui vista pelos médicos, por causa dos pontos e disseram que estava tudo bem, não cheirava mal ( se cheirasse era sinal de infeção) - O que acontece é que nos recomendavam cada vez que fossemos à casa de banho, para nos lavarmos, logo não poderia cheirar mal.
Ao fim do dia, o meu bebé teve alta também e felizes da vida, fomos para casa. A casa dos meus pais neste caso, que foi onde fiquei nos primeiros dois meses após o seu nascimento.
Portanto, o Vicente nasceu no dia 7 de Setembro, Sábado e no dia 9 se não estou em erro, tivemos alta.
Primeiro de tudo, eu nunca tinha sido mãe, sabia o que lia, mas ler e pôr em prática, não é a mesma coisa.
E depois, cada bebé é um bebé. O que funciona com um não funciona com outro. Faltava também conhece-lo, para melhor poder identificar o tipo de choro, o que queria dizer.
A primeira noite, como disse, foi um pouco difícil pois eu e o meu marido estávamos cansados.
No que respeita ao leite, isso também foi um problema porque eu não tive subida de leite nessa altura. Conclusão: até alimentar o meu filho era um problema, posto isso, ele chorava com fome porque tadinho, a mãe não tinha leite suficiente para o alimentar :(
Quem mudou a primeira fralda, foi o meu marido. Vi pela primeira vez o mecónio, bem difícil de limpar, adianto-vos. Pastoso e peganhento.
A falta de saber, de prática e o cansaço, faziam de mim um burro a contemplar um palácio. Coisa tão linda e perfeita, como vou eu cuidar de ti?
Lá passou a primeira noite, as auxiliares eram amores,enfermeiras algumas delas eram simpáticas, outras nem tanto.
Pela manhã, era hora do primeiro banho da minha cria. Foi dado no lavatório(?!) Com água corrente, o meu filho chorou que se fartou, parecia estar a odiar aquilo. Eu própria achei um pouco violento.
Ensinaram-me como lhe dar banho, onde lavar, como lavar e como secar. Contudo, digo que nada melhor que a nossa própria mãe para nos ensinar essas coisas.
O meu menino continuava com fome, dormia, dormia e depois chorava, mamava uma hora a fio, e pouco ou nada saía. Era uma frustração. Mas lá não me queriam dar o leite de substituição para o alimentar.
Diziam que se eu decidi amamentar, tinha que levar essa tarefa até ao fim, então não queriam dar.
Mas, na segunda noite, a minha mãe ficou comigo, enquanto o meu marido foi dormir a casa.
O meu filho fartava-se de chorar. A fralda estava limpa, não pareciam ser cólicas. Ele ficava amarrado à mamã o tempo todo. O que pensámos : tem fome. Pedimos novamente a uma enfermeira por favor, para dar um biberão de leite. Ela não acedeu, pedimos a uma auxiliar, que às escondidas trouxe! O meu filho mamou cheio de fome e pimba, adormeceu refastelado por umas horas.
O que nos permitiu descansar, deixando-me cada vez mais convencida que tinha sio fome.
O dia passou, eu já estava mais calma, com mais força, já tinha algumas horas de sono. Já me sentia mais mãe! Já dispunha de forças para amar o meu filho, para o olhar com todo amor que sinto por ele.
Recebi as visitas e correu tudo bem, depois chegou a noite e foi outro tormento. Porque novamente, não me queriam dar o leite...Enfim, não sei o que lhes passava pela cabeça, eu já estava a ficar possuída!! Foi mais uma noite difícil, em que o meu filho teve fome e por teimosia das enfermeiras não me deram leite de fórmula para o alimentar.
Pela manhã do dia seguinte, pedi novamente à auxiliar um biberãozinho de leite. Ela atenciosa, tão querida, foi buscar um às escondidas para eu dar ao meu filho. Escusado será dizer, que o meu filho tinha fome e tomou o leite.
Chegou a hora de começar a preparar as coisas para ter alta. Eu fui vista pelos médicos, por causa dos pontos e disseram que estava tudo bem, não cheirava mal ( se cheirasse era sinal de infeção) - O que acontece é que nos recomendavam cada vez que fossemos à casa de banho, para nos lavarmos, logo não poderia cheirar mal.
Ao fim do dia, o meu bebé teve alta também e felizes da vida, fomos para casa. A casa dos meus pais neste caso, que foi onde fiquei nos primeiros dois meses após o seu nascimento.
Portanto, o Vicente nasceu no dia 7 de Setembro, Sábado e no dia 9 se não estou em erro, tivemos alta.
O parto.
No dia 6 de Setembro senti a necessidade de me aprontar para o parto, até porque quando entrasse em TP, não iria estar com paciência para fazer a depilação nas pernas e afins, porque é uma coisa que requer paciência devido à falta de visibilidade eheh
Assim, nessa tarde, sentei-me num banquinho, com os pés numa bacia cheia de água, munida dos produtos depilatórios, e deitei mãos à obra.
Sentia-me bem, sem dores, sem moinhas, sem barriga dura para além daquilo que considerava habitual naquela fase da gravidez.
Jantei bem, tudo normal, sem novidade, sem ideia do que aí vinha :)
Como era habitual, deitei-me tarde. O desconforto a dormir, a falta de posição, o calor, as dores nos ossos, as idas incessantes à casa de banho, não convidavam propriamente a um sono reparador.
Assim, deitei-me por volta da 1h da manhã, na minha caminha, muito descansada.
Estava a tentar adormecer, mas sentia umas moinhas pequeninas na barriga, mesmo muito ligeiras, mas estavam lá. Depois, senti um "ploc" dentro da minha barriga. Eu sei, eu sei, "um ploc? o que é um ploc?" - Epah foi como se existisse na minha barriga uma bolhinha que rebentou.
E é o que foi na verdade, portanto essa metáfora até esta muito bem feita eheh
Depois desse ploc dentro da minha barriga, senti um esguicho de liquido nas cuecas, pensei, "mijei-me!" Mas fui ver e não cheirava a xixi nem a corrimento. Resolvi ir à casa de banho já com a desconfiança de que seria liquido amniótico.
Mal me sentei na sanita, saiu logo uma lufada de liquido e aí percebi que tinha entrado em TP, mesmo assim, fui pedir a confirmação à minha querida mãe. Como se de confirmação precisasse para algo tão óbvio.
Lá fomos nós, na madrugada do dia 7 de Setembro, para o Hospital de Braga. A viagem foi muito calma, eu não tinha dores nenhumas, ia feliz, sem pressa. Com pensamento positivo, ia tudo correr bem!
Chegamos ao hospital, o obstetra de serviço confirmou a rutura parcial da bolsa. Ai que feliz que fiquei, finalmente ia conhecer o meu filho. Era um misto de felicidade e medo, pois a partir do momento que ele nascesse a minha vida jamais seria a mesma. " Life has we know it"- Esqueçam isso eheh
Então, segui para o internamento, fui a pé, sem cadeira de rodas. Antes disso aproveitamos para tirar uma fotografia os dois, antes de iniciarmos a aventura que é o parto.
Quando cheguei ao quarto, mandaram me vestir uma bata, puseram o ctg a funcionar e aí começou a tortura. Nunca sentira dores tão fortes na vida, eram horríveis. Imagino que partir 10 ossos do nosso corpo, não chegue aos pés daquelas dores.
Eu gemia, cerrava os dentes, amarrava-me aos ferros da cama e quando a enfermeira me fazia o toque, eu trepava pela cama acima e gritava para ela parar. Foi de fato muito dolorosa essa parte.
Lá alcancei os 3 cm necessários para levar a epidural. ( bem haja o criador desta maravilha porque foi fantástico!)
Fui então por volta, das 6h da manhã para a sala de partos, levar a epidural, senti-me tão bem, tão relaxada. O marido até aproveitou e passou pelas brasas e eu quase que adormecia. Apenas sentia a pressão, o que não era nada comparado àquelas dores de bater com a cabeça na parede.
Por volta das 10h, já tinha levado 2 reforços da epidural, e já estava com 8 cm de dilatação. A equipa começou a preparar as coisas para o parto. Ai aí então é que fiquei ansiosa eheh Depressa alcancei os 10cm - "Quando sentires vontade de puxar vai puxando!"
Está bem está...a vergonha de fazer cócó em plena sala de parto era tão grande que não puxava com jeito! O parteiro ralhou comigo, lá confessei o meu receio, a minha vergonha. Mas ele foi excelente e pôs-me a vontade, e o que tivesse de ser era! ( e foi)
Comecei a puxar à séria e o meu filhote começou a nascer. Vinha com o cordão a volta do pescoço, fui cortada para ele nascer rapidamente.
E apesar de ter sentido a dor do corte, sei que era o que tinha de ter sido feito, pois o meu filhote estava em sofrimento e foi um alivio senti-lo sair.
A seguir seguiram-se os procedimentos normais, de limpar e vestir o bebé, contudo o Vicente não respirou mal nasceu, pelo que, estiveram ainda de volta dele.
Foram segundos de dor, de sofrimento, ao ver que o meu filho não chorava! Mas depois de muita volta e sapatada lá gritou e a partir daí, meus amigos, nunca mais parou!!
Fui cozida ( doeu), tiraram os restos da placenta, enfim, essas coisas que têm de ser feitas.
Depois finalmente, eu e a minha cria pudemos estar juntas, fomos levados para o quarto.
O ser mais perfeito do mundo, nasceu com 3.330, 49cm às 10.55 da manhã do dia 7 de Setembro de 2012.
Exausta, mas FELIZ!
Assim, nessa tarde, sentei-me num banquinho, com os pés numa bacia cheia de água, munida dos produtos depilatórios, e deitei mãos à obra.
Sentia-me bem, sem dores, sem moinhas, sem barriga dura para além daquilo que considerava habitual naquela fase da gravidez.
Jantei bem, tudo normal, sem novidade, sem ideia do que aí vinha :)
Como era habitual, deitei-me tarde. O desconforto a dormir, a falta de posição, o calor, as dores nos ossos, as idas incessantes à casa de banho, não convidavam propriamente a um sono reparador.
Assim, deitei-me por volta da 1h da manhã, na minha caminha, muito descansada.
Estava a tentar adormecer, mas sentia umas moinhas pequeninas na barriga, mesmo muito ligeiras, mas estavam lá. Depois, senti um "ploc" dentro da minha barriga. Eu sei, eu sei, "um ploc? o que é um ploc?" - Epah foi como se existisse na minha barriga uma bolhinha que rebentou.
E é o que foi na verdade, portanto essa metáfora até esta muito bem feita eheh
Depois desse ploc dentro da minha barriga, senti um esguicho de liquido nas cuecas, pensei, "mijei-me!" Mas fui ver e não cheirava a xixi nem a corrimento. Resolvi ir à casa de banho já com a desconfiança de que seria liquido amniótico.
Mal me sentei na sanita, saiu logo uma lufada de liquido e aí percebi que tinha entrado em TP, mesmo assim, fui pedir a confirmação à minha querida mãe. Como se de confirmação precisasse para algo tão óbvio.
Lá fomos nós, na madrugada do dia 7 de Setembro, para o Hospital de Braga. A viagem foi muito calma, eu não tinha dores nenhumas, ia feliz, sem pressa. Com pensamento positivo, ia tudo correr bem!
Chegamos ao hospital, o obstetra de serviço confirmou a rutura parcial da bolsa. Ai que feliz que fiquei, finalmente ia conhecer o meu filho. Era um misto de felicidade e medo, pois a partir do momento que ele nascesse a minha vida jamais seria a mesma. " Life has we know it"- Esqueçam isso eheh
Então, segui para o internamento, fui a pé, sem cadeira de rodas. Antes disso aproveitamos para tirar uma fotografia os dois, antes de iniciarmos a aventura que é o parto.
Quando cheguei ao quarto, mandaram me vestir uma bata, puseram o ctg a funcionar e aí começou a tortura. Nunca sentira dores tão fortes na vida, eram horríveis. Imagino que partir 10 ossos do nosso corpo, não chegue aos pés daquelas dores.
Eu gemia, cerrava os dentes, amarrava-me aos ferros da cama e quando a enfermeira me fazia o toque, eu trepava pela cama acima e gritava para ela parar. Foi de fato muito dolorosa essa parte.
Lá alcancei os 3 cm necessários para levar a epidural. ( bem haja o criador desta maravilha porque foi fantástico!)
Fui então por volta, das 6h da manhã para a sala de partos, levar a epidural, senti-me tão bem, tão relaxada. O marido até aproveitou e passou pelas brasas e eu quase que adormecia. Apenas sentia a pressão, o que não era nada comparado àquelas dores de bater com a cabeça na parede.
Por volta das 10h, já tinha levado 2 reforços da epidural, e já estava com 8 cm de dilatação. A equipa começou a preparar as coisas para o parto. Ai aí então é que fiquei ansiosa eheh Depressa alcancei os 10cm - "Quando sentires vontade de puxar vai puxando!"
Está bem está...a vergonha de fazer cócó em plena sala de parto era tão grande que não puxava com jeito! O parteiro ralhou comigo, lá confessei o meu receio, a minha vergonha. Mas ele foi excelente e pôs-me a vontade, e o que tivesse de ser era! ( e foi)
Comecei a puxar à séria e o meu filhote começou a nascer. Vinha com o cordão a volta do pescoço, fui cortada para ele nascer rapidamente.
E apesar de ter sentido a dor do corte, sei que era o que tinha de ter sido feito, pois o meu filhote estava em sofrimento e foi um alivio senti-lo sair.
A seguir seguiram-se os procedimentos normais, de limpar e vestir o bebé, contudo o Vicente não respirou mal nasceu, pelo que, estiveram ainda de volta dele.
Foram segundos de dor, de sofrimento, ao ver que o meu filho não chorava! Mas depois de muita volta e sapatada lá gritou e a partir daí, meus amigos, nunca mais parou!!
Fui cozida ( doeu), tiraram os restos da placenta, enfim, essas coisas que têm de ser feitas.
Depois finalmente, eu e a minha cria pudemos estar juntas, fomos levados para o quarto.
O ser mais perfeito do mundo, nasceu com 3.330, 49cm às 10.55 da manhã do dia 7 de Setembro de 2012.
Exausta, mas FELIZ!
A gravidez.
Engravidei por livre vontade, antes do meu casamento.
Não tinha de fato, bem noção daquilo em que me estava a meter, considerando principalmente o meu feitio ansioso e nervoso.
Quando pensamos em engravidar, só nos concentramos em obter o teste positivo. Não nos passa pela cabeça como será o resto da gravidez - pelo menos a mim não passou, de todo.
E que surpresa eu tive ao longo das 38 semanas que vivi.
Primeiro, estava mortinha para que me crescesse a barriga ( mal eu sabia o tamanho que ela ia ter no final!)
Às 5 semanas já me sentia grávida, a roupa apertava ( estranhamente eheh devia ser problema dos intestinos!)
Fiz a minha primeira ecografia a 19-01-2012. A ansiedade, os calafrios...o medo do : e se for uma gravidez ectópica? e se for um aborto retido? - Mal soube que estava grávida pesquisei por tudo e mais alguma coisa que pudesse acontecer de mal! :/
Lá entrei no consultório e vi no monitor a minha sementinha, minúscula, do tamanho de um grão de areia. Era verdade, estava realmente grávida!! A médica deu-me a ecografia impressa para que eu pudesse namorar o meu pontinho branco naquele papel escuro.
Contei a toda gente, apesar de ter medo que eventualmente abortasse, abri o coração ao mundo e partilhei a minha felicidade.
Se abortasse, a terrinha é pequena e toda gente saberia na mesma, simplesmente não teriam coragem de falar comigo sobre o assunto.
Portanto resolvi aproveitar a felicidade e viver o dia a dia!
A gravidez foi evoluindo, tive um pequeno susto às 7 semanas, em que ao ir à casa de banho me apercebi que estava a sangrar um pouco. Fomos logo a correr para as urgências, mas estava tudo bem. Aliás, tive o prazer, de, pela primeira vez ver o coração do meu pontinho branco no papel escuro, a piscar! Ah felicidade, agora é que te começo a conhecer melhor :)
Às 12 semanas, lá fomos fazer ecografia e o rastreio. Nesse dia, a casa de banho lá de casa estava concorrida, ora ia o meu marido vomitar por simpatia ora ia eu com os enjoos e os nervos.
Correu lindamente, a médica foi atenciosa e bastante profissional. Para mim, a barreira das 12 semanas era uma meta muito importante a alcançar, quando, após alcançada, achava eu, que iria ficar muito mais descansada. ( Not true)
Às 20 semanas, tive umas dores muito estranhas e fortes, fui ao hospital e a médica disse que eram contrações. Fiquei uns dias de repouso e tomei magnésio, para que no caso de serem efetivamente contrações, o magnésio as evitar.
Chegamos às 22 semanas, e eu cada vez mais feliz e a minha barriga cada vez maior, que linda me sentia. Mesmo!
A ecografia do 2º trimestre correu bem, embora dissessem que o meu filhote não ia ser muito gordinho. Deixei de fumar nesse dia ( dois cigarros por dia) com medo que a culpa fosse minha.
O calor, era uma agravante tremenda numa gravidez. Primeiro, com o peso mal conseguia andar, sentia a barriga pesada e tinha quebras de tensão. Depois, não tinha vontade de fazer nada, porque estava tão quente o tempo que me armei em preguiçosa!
Com 34 semanas, fui fazer a ecografia do 3º trimestre. Para minha surpresa, disseram que o meu filho estava com 2kg 100g. Bom, considerando que tinham dito que o meu filho ia ser magro.
As semanas já custavam a passar, era dia após dia, aquele peso todo..Jesus, o tempo nunca mais passava. Contei com mais 20 kg, já não engravidei magra, portanto, parecia uma bola de carne com pernas. Mas linda, ou não eheh
Não tinha de fato, bem noção daquilo em que me estava a meter, considerando principalmente o meu feitio ansioso e nervoso.
Quando pensamos em engravidar, só nos concentramos em obter o teste positivo. Não nos passa pela cabeça como será o resto da gravidez - pelo menos a mim não passou, de todo.
E que surpresa eu tive ao longo das 38 semanas que vivi.
Primeiro, estava mortinha para que me crescesse a barriga ( mal eu sabia o tamanho que ela ia ter no final!)
Às 5 semanas já me sentia grávida, a roupa apertava ( estranhamente eheh devia ser problema dos intestinos!)
Fiz a minha primeira ecografia a 19-01-2012. A ansiedade, os calafrios...o medo do : e se for uma gravidez ectópica? e se for um aborto retido? - Mal soube que estava grávida pesquisei por tudo e mais alguma coisa que pudesse acontecer de mal! :/
Lá entrei no consultório e vi no monitor a minha sementinha, minúscula, do tamanho de um grão de areia. Era verdade, estava realmente grávida!! A médica deu-me a ecografia impressa para que eu pudesse namorar o meu pontinho branco naquele papel escuro.
Contei a toda gente, apesar de ter medo que eventualmente abortasse, abri o coração ao mundo e partilhei a minha felicidade.
Se abortasse, a terrinha é pequena e toda gente saberia na mesma, simplesmente não teriam coragem de falar comigo sobre o assunto.
Portanto resolvi aproveitar a felicidade e viver o dia a dia!
A gravidez foi evoluindo, tive um pequeno susto às 7 semanas, em que ao ir à casa de banho me apercebi que estava a sangrar um pouco. Fomos logo a correr para as urgências, mas estava tudo bem. Aliás, tive o prazer, de, pela primeira vez ver o coração do meu pontinho branco no papel escuro, a piscar! Ah felicidade, agora é que te começo a conhecer melhor :)
Às 12 semanas, lá fomos fazer ecografia e o rastreio. Nesse dia, a casa de banho lá de casa estava concorrida, ora ia o meu marido vomitar por simpatia ora ia eu com os enjoos e os nervos.
Correu lindamente, a médica foi atenciosa e bastante profissional. Para mim, a barreira das 12 semanas era uma meta muito importante a alcançar, quando, após alcançada, achava eu, que iria ficar muito mais descansada. ( Not true)
Às 20 semanas, tive umas dores muito estranhas e fortes, fui ao hospital e a médica disse que eram contrações. Fiquei uns dias de repouso e tomei magnésio, para que no caso de serem efetivamente contrações, o magnésio as evitar.
Chegamos às 22 semanas, e eu cada vez mais feliz e a minha barriga cada vez maior, que linda me sentia. Mesmo!
A ecografia do 2º trimestre correu bem, embora dissessem que o meu filhote não ia ser muito gordinho. Deixei de fumar nesse dia ( dois cigarros por dia) com medo que a culpa fosse minha.
O calor, era uma agravante tremenda numa gravidez. Primeiro, com o peso mal conseguia andar, sentia a barriga pesada e tinha quebras de tensão. Depois, não tinha vontade de fazer nada, porque estava tão quente o tempo que me armei em preguiçosa!
Com 34 semanas, fui fazer a ecografia do 3º trimestre. Para minha surpresa, disseram que o meu filho estava com 2kg 100g. Bom, considerando que tinham dito que o meu filho ia ser magro.
As semanas já custavam a passar, era dia após dia, aquele peso todo..Jesus, o tempo nunca mais passava. Contei com mais 20 kg, já não engravidei magra, portanto, parecia uma bola de carne com pernas. Mas linda, ou não eheh
A decisão de tentar engravidar.
Ora bem, a decisão foi tomada, após alguma ponderação, considerando que as coisas por cá estavam simplesmente péssimas.
O desejo de ter um filho era grande e sempre foi algo que esteve nos nossos planos. Era sem dúvida a nossa maior ambição, ter o nosso bebé!
Estávamos os dois desempregados e isso pôs-nos de pé atrás como é natural. Mas sempre tivemos o apoio da família e um netinho era o que melhor ficava aos avós:)
Resolvi então parar de tomar a pílula em Dezembro de 2011. No fim desse mês, já me encontrava com a sementinha a crescer dentro de mim.
Esperei somente 1 dia de atraso, pois estava mesmo com muita fé!! De manhã comprei 2 testes na farmácia, de marcas diferentes.
Lá fui eu à casa de banho, fiz chichi para o copinho e voilá, apareceu o tão desejado positivo. Estávamos tão felizes que ficávamos incrédulos com a boa nova. Será que é mesmo positivo? Mesmo que seja ainda é tão cedo...Tudo pode acontecer! Vamos aguardar!
Estava radiante, não cabia em mim de felicidade, liguei logo a contar à minha irmã!
Pensei, não vou contar já à minha mãe porque isto pode não correr bem e ela depois vai ficar triste. Mas não aguentei e contei eheh
Toda a família ficou muito feliz por poderem acompanhar esta jornada que se avizinhava e se adivinhava difícil por apanhar o Verão todo!
O desejo de ter um filho era grande e sempre foi algo que esteve nos nossos planos. Era sem dúvida a nossa maior ambição, ter o nosso bebé!
Estávamos os dois desempregados e isso pôs-nos de pé atrás como é natural. Mas sempre tivemos o apoio da família e um netinho era o que melhor ficava aos avós:)
Resolvi então parar de tomar a pílula em Dezembro de 2011. No fim desse mês, já me encontrava com a sementinha a crescer dentro de mim.
Esperei somente 1 dia de atraso, pois estava mesmo com muita fé!! De manhã comprei 2 testes na farmácia, de marcas diferentes.
Lá fui eu à casa de banho, fiz chichi para o copinho e voilá, apareceu o tão desejado positivo. Estávamos tão felizes que ficávamos incrédulos com a boa nova. Será que é mesmo positivo? Mesmo que seja ainda é tão cedo...Tudo pode acontecer! Vamos aguardar!
Estava radiante, não cabia em mim de felicidade, liguei logo a contar à minha irmã!
Pensei, não vou contar já à minha mãe porque isto pode não correr bem e ela depois vai ficar triste. Mas não aguentei e contei eheh
Toda a família ficou muito feliz por poderem acompanhar esta jornada que se avizinhava e se adivinhava difícil por apanhar o Verão todo!
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