quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
Parentalidade positiva - para mim, por vezes uma frustração
Ora, um tema muito polémico nos dias de hoje é a questão da palmada nos mais novo. No secular método de "educação", chamemos-lhe assim.
Eu sou mãe de dois meninos, com feitios muitíssimo vincados e arrisco a dizer, impertinentes, corajosos, qui sá!
Bem, a verdade é que nem sempre consigo que principalmente o mais velho faça aquilo que lhe peço. Falo uma vez, falo duas vezes, três, quatro e a verdade é que ele ou faz que não ouve ou acha-se no direito de não fazer a tarefa.
Chamo novamente, uma e outra vez, quando diz que não quer fazer eu explico a importância do porquê eu lhe pedir determinada coisa, para que ele entenda. No entanto, tem dias que sinto que estou a falar com uma parede! E confesso, recorro à palmada. Preferia mil vezes não o fazer e é algo que tenho tentado trabalhar no sentido de evitar e de procurar outros caminhos, mas a verdade é que nos casos da nossa dinâmica familiar, o explicar, o falar, dialogar, em grande parte das vezes não surte efeito e eu sinto me frustradíssima! Sem saber mesmo o que fazer.
Sigo aquilo que acho melhor em conformidade com o momento que estamos a viver, mas erro, como todos nós pais erramos às vezes. Tem situações que me sinto culpada pela forma como geri a situação, culpada por não ter feito melhor. Por a parentalidade positiva connosco não surtir o efeito que deveria, pois não queria que uma palmada fosse solução para nada!
Tento encontrar um meio termo, um equilibrio no meio das nossas emoções, que creio ainda não ter sido alcançado.
Ser mãe, ser pai, é a nossa oportunidade de sermos seres humanos melhores, contudo acho que isso é um trabalho diário e que só quando eles forem adultos é que vamos perceber em boa verdade se fizemos um bom trabalho.
E vocês, como funcionam as coisas aí em casa?
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário