quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
O parto do Tiago- quase 5 anos depois do Vicente:)
O meu segundo parto, apesar de ter sido normal, à semelhança do primeiro, foi bem diferente.
Do Vicente as águas rebentaram à 1.30 da manhã, fomos logo para o hospital, sem stress, sem dores. Só qd lá cheguei é que comecei com algumas contracções.
Do Tiago, estive durante a noite com contrações, só que estava a dormir e então virava-me pró lado e dormia de novo, nem dava conta que podia ser trabalho de parto...só por volta das 5.00 é que me pûs apé e fui falar à minha mãe que achava que podia estar em tp. Entretanto lavei-me, escovei os dentes, vesti-me, pûs os carregadores dos tlms no saco, e às 5.30 fui chamar o meu marido.
As contracções estavam a ser mais fortes ( à semelhança do primeiro,as minhas contrações foram sempre muito seguidas, sem grande espaço entre elas..de 3 em 3 minutos p exemplo..)
Por volta das 6 da manhã arrancamos para o hospital e esta viagem já n foi tão pacifica como do Vicente, porque tinha dores.
Chegamos lá, fui atendida por uma médica, disse que o colo já estava extinto e que tinha 3 dedos de dilatação, que por isso já podia levar a epidural. Pensei, espetáculo, n vou ter de esperar..." Preciso só de ver as suas últimas análises." - ok....."Ao que parece a médica de família não pediu o estudo de coagulação e por isso não vai poder levar já a epidural, vai ter de colher sangue e esperar que venha o resultado". Caiu-me tudo..vocês sabem quanto tempo demoram as análises n sabem? Umas duas horas...
Fui encaminhada para o bloco de partos, mandaram-me vestir uma bata, mas as dores eram tantas que eu fervia e pedi para ficar nua ( não me arrependo nada), elas é que eram um pouco púdicas e estavam preocupadas que me vissem as mamas...então se toda gente ali me vê a vagina que mal tem verem umas mamas, não é? Enfim. Lá fiquei nua, primeiro de quatro, enquanto a enfermeira me massajava no fundo das costas....Depois, porque estava mm a fraquejar, fui para o chuveiro..fiquei sentada no chão, a molhar-me, sempre dava algum conforto, não sei explicar. O meu marido frustrado, por não poder fazer nada..via que isso mexia com ele.
Depois quiseram dar-me a pica no rabo para aliviar as dores. Ok, o único problema é que já não podia estar livre, tinha de ir para a monitorização, ficar deitada na maca por causa de possíveis efeitos da medicação no bebé. Ponderei, ponderei mesmo bem, porque do Vicente a pica n resolveu nada. E desta vez tb n resolveu..
Finalmente, duas horas depois e quase com 7 cm,vem a médica anestesista e uma outra mais jovem, para me darem a epidural.Porreiro pensei. Começo a sentir a incerteza da jovem médica que me ia administrar a epidural. apalpa daqui, apalpa dali, não consegue encontrar bem o sítio. Epah e fiquei com a sensação que algo ia correr mal! "Acho que é aqui..." - " Então administre se acha que é aí". Pois ela lá me picou, aquilo n dói nada. Picou e picou mal, com a agulha dentro, gira dum lado, gira do outro, o liquido n entrava, lá rodou até que o liquido entrou, pensou que já estava. Resultado, não estava. A epidural não pegou,o liquido n foi para onde deveria.
Fiquei com dores, levei uma, duas, três, quatro doses até que disseram que não podia levar mais sem avaliação. Finalmente, a médica anestesista voltou, a médica, a médica a sério! " Pois claudinha, tem razão isto está mal colocado...não admira estar com dores, vamos ter de colocar outra vez..." Siga pa bingo novamente...todo o procedimento na mesma...aí dessa vez foi bem administrada e correu tudo bem, aliviou logo, uma dose foi o suficiente para o resto do parto.
Daí em diante foi muito bom, fui fazendo o resto da dilatação que não era muito. Eu e o meu marido, sós na sala. Tinhamos uma parteira muito porreira, que vinha de vez em quando, moça jovem, levando as coisas com descontração, e meiga, acima de tudo meiga, que é uma coisa que nos faz muita falta nesta altura! Felizmente tinha apanhado mudança de turno, pq a anterior, apesar de boa moça, n encaixei muito bem com ela, achei a muito fria.
E bem, então lá fomos andando, quando senti vontade de puxar toquei à campainha e ela veio, e disse para ir fazendo força, quando sentisse, quando quisesse, para o bebé se ir ambientando ao espaço estreito ( e se espremer bem o líquido dos pulmões). A dada altura chegou o momento, a hora H. E foi tudo tão calmo! Não fiz aulas de preparação para o parto, mas lembrava-me muito bem de como puxar, e muito calmamente puxei, e fui puxando mais um pouco. Até q a cabecinha começou a aparecer e ela chamou o meu marido.para espreitar:)
A dado momento ela pediu para eu chegar as mãos à frente, já o menino tinha a cabecinha de fora e os ombros, e pediu-me para segurar o meu filho e o puxar para cima de mim ( que estava nua). Bem, que momento lindo, maravilhoso.
Foi mesmo lindo. O meu marido cortou o cordão, e daí para a frente foi o recobro.. Não me conseguia segurar de pé, tanta foi a epidural que levei, não que n tivesse força nas pernas, porque tinha, aliás pari-lo doeu!Estava era muito zonza.. levaram-me para o quarto, e mesmo deitada eu tinha tonturas...O que disseram é que provavelmente, devia ter ficado com uma pequena hemorragia na coluna da pica que correu mal e então estava assim. No dia seguinte melhorou..
Apanhei enfermeiros e enfermeiras fantásticos, gente nova, boa onda, porreiros mesmo. Gostei muito!
Costumava dizer do meu primeiro filho que adorava reviver a experiência do parto nem que fosse por hipnose de tão bonita que é, e desta vez ainda sublinho mais, é realmente maravilhoso parir. Falo eu que tive a sorte de apanhar as pessoas certas e de o meu corpo ter trabalhado bem.
Espero que tenham gostado deste pequeno relato e que vos encha de confiança para a vossa vez.
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